De Daomé a Benin

Mapa

Há alguns meses, o Coração Africano dedicou um post à fantástica cantora Angélique Kidjo. Desta vez, vamos conversar mais um pouco sobre a história do país. Benin é um país pequeno localizado a oeste da África. Faz fronteira com o golfo da Guiné e faz imites com Burkina Faso, Níger, Nigéria e Togo.

Daomé. Assim era chamado Benin até 30 de novembro de 1974. Lá, ficavam localizadas várias civilizações antigas formadas no entorno da cidade. A história de Daomé, como vamos chamar até chegarmos ao momento que mudou de nome para Benin, é formada por seus diferentes reinos: reinos de Allada, de Abomé, de Porto Novo, de Ketou, Tchabè, de Nikki, de Djougou, etc. O desenvolvimento comercial dessas entidades políticas ficou muito bem estruturado em razão do comércio de palmeira e dendê a partir do século XVIII, após a proibição do Comércio negreiro em 1807. A economia da palmeira e do dendê beneficiou a costa (chamada Costa dos Escravos) dos estabelecimentos comerciais gerados pelos ingleses, dinamarqueses, portugueses e alguns franceses.

Em 1882, foi assinado um acordo com a França, dois anos antes de ela colonizar até então o país chamado Daomé. Este acordo foi assinado entre o soberano do Reino de Porto Novo e França para que esta protegesse Daomé. Após alguns anos, em 1894, os franceses colonizaram Daomé e um decreto estabeleceu a denominação dos novos territórios colônias do Daomé e suas dependências, com a concessão de uma autonomia que o território assegurou até no dia 18 de outubro de 1904.

Já em 1958, no dia 4 de dezembro, foi proclamada a República e em 1960 Daomé conquistou sua independência. O país foi o único a se tornar independente de forma pacífica na África Subsaariana. Durante 12 anos, até 1972, o país vivenciou várias mudanças de regime político. Porém, em outubro do mesmo ano, o Comandante Mathieu inaugura a era da revolução e em 1974 o país adotou o marxismo-leninismo e em 1975 ocorreu a troca de nome do país para Benin tornando-se República Popular do Benin.

Em dezembro de 1989, o comandante Mathieu KEREKOU aceita a realização de uma Conferência Nacional que aconteceu entre 19 e 28 de fevereiro de 1990. O motivo dessa Conferência foi para que o país abandonasse o marxismo-leninismo, inaugurando a era da Renovação Democrática com o Pluralismo Integral e as eleições livres e transparentes.

Essa conferência entrou para a história da África já que Benin foi o primeiro país a vivenciar uma democracia, que hoje já está enraizada a cada dia com eleições livres, transparentes e que garantem mudanças pacíficas no país.

Fontes:

Embaixada do Benin

République du Bénin – Portail Officiel du Gouvernement

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Quem foi Aline Sitoé Datta

Aline Sitoé Diatta

Hoje, vamos conversar um pouco sobre uma sacerdotisa senegalesa chamada Aline Sitoe Diatta. Aline Sitoe nasceu em Kabrousse em Casamance, no sul do Senegal no distrito Niolou, em 1920. E passou a ser considerada uma heroína da resistência de Casamance a todas as formas de dominação.

Tudo começou quando Aline Sitoe perdeu o pai prematuramente. Quem a acolheu foi seu tio paterno Elaballin Diatta. Porém, a condição de vida estava muito dura e ainda muito jovem, por volta dos 18 anos, ela saiu de sua aldeia rumo a Ziguinchor. Lá, ela trabalhou como estiva como estivador (trabalhador portuário que, recebendo a carga de um navio, a arruma devidamente no porão ou num compartimento, ou a descarrega de bordo). Mas as condições também não estavam aquelas maravilhas, então ela vai para Dakar Casamance, ter com um senhor comerciante cólon a contrata para serviços domésticos.

Historiadores ou contadores de história dividem-se nas opiniões. Alguns acham que sua primeira revelação aconteceu em 1941 em Dakar: um pedido de volta para casa para salvar seu país. Outras fontes dizem que a primeira revelação aconteceu mesmo em 8 de março de 1940 no momento em que estava indo para o trabalho e ouviu uma voz dizendo o seguinte: Vá para casa, ele ou o infortúnio cair sobre você. Ela acabou só voltando para sua casa quando depois de alguns dias que escutou essa mensagem acordou paralisada, mas a situação mágica foi quando ao chegar a Casamance, sua paralisia cessou, mantendo-se apenas mancando.

Ao chegar, pediu ao seu povo que se negasse a realizar qualquer atividade que fosse imposta pelos colonizadores, nessa recusa inclui pagamento de impostos em dinheiro ou espécie, a rejeição da cultura do amendoim em detrimento do arroz, a não se juntar ao exército francês. Ela se dedicava a incentivas as pessoas da aldeia a resistirem à cultura francesa e manter a cultura Casamance. Assim, mostrava-se engajada para a guerra, resistindo a qualquer ordem que os colonizadores tentassem impor.

Aline ajudou as pessoas das mais diversas maneiras por meio do seu dom divino. Chegou a curar doentes com suas mãos; e nessa situação ela não fez nada com intenção de curar a pessoa. Ela estava em visita a uma família que tinha um enfermo, ao sair do local ela apertou a mão do doente como despedida de que já estava indo embora e sem explicações, a pessoa recuperou sua disposição. Outro momento milagroso foi o de uma seca que estava tomando conta da aldeia e todos lhe pediram ajuda. Cada pessoa acredita numa possibilidade que fez a seca cessar: uns afirma que foi depois de uma fusão seguida por seus encantamentos e assim veio a chuva e outras foi após o sacrifício de bois pretos.

Em razão desses acontecimentos, o nome de Aline ficou conhecido em diversos lugares da região. Muitas pessoas começaram a ir pra Kabrousse para conhecê-la, algo como uma romaria que fazemos aqui no Brasil. Ao passar dos dias, além de ficar conhecida pelos milagres, suas mensagens de respeito às tradições passaram a ser aceitas por todos os grupos étnicos, independentemente da religião. A essa altura, o ex-rei de Casamance estava morto, e o seu sucessor poderia ser apenas pessoas que dotasse de dons sobrenaturais, foi então que pediram a Aline Sitoe que substituísse o rei. Ela foi nomeada rainha, muitas pessoas em peregrinação iam conhecê-la ou para fazer os sacrifícios exigidos para terem o perdão divino.

Mas as coisas não iam ser fáceis para Aline Sitoe a partir de então. O crescimento das idas dos peregrinos ao seu encontro e a cada dia mais pessoas aderindo aos seus ideais fizeram com que os próprios colonos percebessem que o perigo estava por perto. A administração colonial a decretou como rebelde e insubordinada porque se opunha à França e desobedecia as autoridades coloniais. A punição para Aline veio durante o suas regras (aqui no Brasil falamos período menstrual). Como entre o povo Diola as regras são consideradas impurezas, a mulher deve sair de casa e dormir num local definido por eles para este fim. E é assim que os soldados aproveitam para capturar Aline Sitoe; muitos que naquele momento a defendiam foram mortos. E para que ninguém mais morresse em decorrência da sua captura, Aline Sitoe se entregou aos colonos. Sua prisão acontece no dia 8 de maio de 1943; seu marido também foi preso. A rainha-sacerdotisa de Kabrousse passou por várias prisões: Senegal e Gâmbia e por fim foi deportada em Timbuktu, no Mali, onde veio a falecer em 1944. Acredita-se que morreu em razão de torturas com privação alimentar e negação de atendimento quando adoeceu.

E sua história de vida explica por que às vezes é chamada de “Joana D´arc de África”

Fonte:

Au-Senegal.com

Africa Federation

Wikipedia

Saudações em Iorubá

· E káàró ou E ku aro – – – – – – – – – – – Bom dia!
· E káàsán ou E ku asán – – – – – – – Boa tarde!
· E káale ou E ku ale – – – – – Boa noite!
· E káàbó ou E ku abo – – – Seja bem vindo!
· O dòla – – – – – – – – – – – – – Até amanhã!
· Odárò – – – – – – – – – – – – – Até amanhã! (sendo também um Boa noite, quando não se irá mais ver a pessoas naquele dia)
· Odàbó – – – – – – – – – – – – Até logo!
· A jeun? – – – – – – – – — – – – Servido (Para almoço, jantar ou lanche).
· Kò a dúpé – – – – – – – – – Não, obrigado!
· Béèni, jòwó – – – – – – – – Sim, por favor!
· Se dada ni? – – – – – – – Como vai você? (informal)
· … n kó? – – – – – – – – – – – – … como vão? Ou … como vai?
· Wón wà. – – – – – – – – – – – Vão bem!
· Se àlàáfià ni? – – – – – – Como vai o senhor? (formal)
· Àlàáfià ni, a dúpé – – – – – – – — – Vou bem, obrigado! (resposta formal)
· Èmi ni dara dara – – – – – – – – – – Vou bem, obrigado! (Resposta informal)
· E se gan – – – – – – – – – Obrigado
· E se é o – – – – – – – – – – Obrigado
· A dúpé – – – – – – – – – – Obrigado
· Kò tòpé – – – – – – – – – – Não há de que!
· Àlàáfià re – – – – – – – – – Não há de que!
· É jòwó – – – – – – – – – – – Por favor
· Bi báyò – – – – – – – – – – Parabéns!
· Ni ayò odum titun – – – Feliz aniversário!
· Odun dara dara ré ou Ni ayò ójo ìbi ré – – – Feliz aniversário!
· Mo júbà – – – – – – – – – Meus respeitos
· Mo kí o – – – – – – – – – Meus cumprimentos à – ao
Aniversário = ójo íbì

Fonte: 

Culto a Orixá

África do Sul e Brasil compartilham a mesma paixão. Braai ou churrasco: o que importa é se deliciar.

O Braai é o churrasco tradicional da África do Sul, composto por uma grande variedade de carnes, que vão da bovina à suína, além de variedades mais exóticas O Braai é o churrasco tradicional da África do Sul, composto por uma grande variedade de carnes, da bovina à suína, além de variedades mais exóticas

A cada dia tenho mais certeza de que temos muitas coisas em comum com a África. A África do Sul, por exemplo, é fã de carne como nós aqui no Brasil. Adoram churrasco, mas lá eles chamam de braai, que significa “carne grelhada” em afrikaner, língua fala pelos descendentes holandeses na África do Sul; este nome é a abreviação de braaivles. Desde cedo um sul-africano já aprende a preparar um bom braai. Em várias áreas públicas é possível encontrar churrasqueiras disponíveis, como em praias, parques nacionais. Os sul-africanos usam dos mais variados tipos de carne para fazer o churrasco: antílope, avestruz, javali, zebra e crocodilo, linguiça, chuleta, galinha. A carne é bem temperada, diferente do brasileiro que costuma usar apena o sal grosso. Na África do Sul jamais usam o sal grosso.

Tudo começou sendo um evento social apenas para os afrikaners da África Austral, até que essa tradição se expandiu para a África do Sul de todas as origens étnicas. Aqui no Brasil, quando realizamos um churrasco hoje em dia vemos até mulheres cuidando da carne na grelha, mas lá é diferente. Há regras específicas, e uma delas é que nós, mocinhas, raramente fazemos esse papel do braseiro (de braaistand ou apenas braai). Geralmente são os homens que ficam responsáveis por cuidar da carne na grelha. Enquanto eles  se reúnem em volta do braseiro para assar a carne, a mulherada prepara os acompanhamentos e as sobremesas. Na prática, é tudo muito parecido com o Brasil. É até importante sabermos desse gosto deles pela carne por que se recebermos algum sul-africano em nossa casa, ficaremos à vontade em oferecer-lhe um delicioso churrasco.

Fontes:

Wikipédia

Morando na África do Sul