About

Desde a infância, eu sentia uma atração de curiosidade sobre África, mesmo vendo pela mídia que só apresentavam as partes negativas, como se apenas a África tivesse seus problemas. Mas como todos, ou quase todos, sabemos, no Brasil não há uma boa prática ao se falar do continente africano. Tudo que temos na educação básica é sobre a escravidão, tudo que é negativo, tudo que deprecia o continente e o preto, não se fala nada de positivo de um lugar tão especial. Especial, primeiramente, porque meus antepassados vieram de lá, infelizmente de uma maneira abusiva e violenta aos direitos de qualquer ser humano, como arrancá-lo de suas raízes, escravizá-lo. Especial porque é um lugar com diversas culturas, lindos costumes; e uma espiritualidade de encantar, pelo menos a mim.

Depois de adulta, com mais autonomia nas minhas escolhas e, claro, com a ajuda da Internet, fui em busca de informações sobre a África. Na minha mente não fixava a ideia de que lá o que perdurava era a pobreza, a fome e tudo de ruim que a nossa mídia irresponsável nos apresenta; simplesmente não me conformava com isso. E nesse inconformismo e sede de conhecimento eu me surpreendi e me surpreendo a cada novo aprendizado sobre meu continente-mãe, sobre minha verdadeira casa.

Como todos os lugares do mundo, a África tem, sim, seus problemas. Mas já nos foram apresentados tantos, que desse cansaço de só ver notícias negativas da Mãe África nasceu o Coração Africano, em 25 de março de 2014. É um blog independente que tem como propósito compartilhar o que lê e aprende sobre nossa mãe.

Qualquer comentário, crítica, sugestão, qualquer atividade que venha acrescentar positivamente ao blog pode ser enviado para o e-mail coracaoafricano2532014@gmail.com

Espero que façam boa viagem pelas linhas do Coração Africano!

Gláucia Quênia

 

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1 Comment (+add yours?)

  1. Leonardo
    May 25, 2014 @ 00:24:10

    Olá, sou o Leonardo, um afro-brasileiro, estou aqui para parabenizar o grande trabalho aqui realizado, pois embora a curiosidade seja grande, ainda há poucos documentos históricos de análise sobre as grandes tradições africanas de forma fundamentada que não explore o exotismo. Bem obrigado por explorar as ligações culturais entre o Brasil afro ( que hoje encontra-se em decadência infelizmente) e o Grande Reino do Kongo.

    Reply

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