Dondza Changana. (Aprender Changana)

É claro que não será neste post que vamos aprender a falar Changana, mas assim como no inglês vemos a necessidade de sabermos o básico, como saudações, nomes de objetos pra viajarmos ao EUA, se quer conhecer Moçambique ou até mesmo viver por lá, é importante aprender o básico também. E o Coração Africano compartilha com todos um pouquinho da língua Changana.

Primeiramente, precisamos desfazer a confusão que há entre Ronga e Changana, ambas línguas moçambicanas variantes do Tsonga (xiRonga e xiChangana). Apesar de serem muito parecidas, cada uma é usada num lugar de Moçambique. O Ronga é falado em Maputo (capital) e Changana em Gaza (sul do país). Além disso, os falantes de cada língua conseguem desenvolver um diálogo entre si tranquilamente usando cada um o seu idioma, fantástico isso. Para entenderem melhor é como o português brasileiro e o europeu: eles têm suas poucas diferenças, mas é totalmente possível desenvolver um diálogo cada um usando sua língua.

Minidicionário Changana/Ronga

Nesse minidicionário, está grafada a forma como se fala, então podem ler exatamente como está escrito. Com certeza seus primeiros contatos em Moçambique serão perfeitos.

Pronomes pessoais

Mina – Eu
Wena – Tu
Yena – Ele
<Hina – Nós
Mwina – Vós
Vona – Eles

Saudações

Auxene – Bom dia
Lichile – Bom dia (resposta)
I hlikani  – Boa Tarde
Aupeleni – Boa noite
Lipelile – Boa noite (resposta)
Hambanine – Tchau
Kanimambo – Obrigado
Hinkomu – Obrigado
Nikenssile – Estou grato
Hoyo hoyo -Bem Vindo
Ho Yine – Como está?
Ni kahlè – Estou bem
Ni kwatsi (?) – Estou bem
Hlanpswani – sobrinho (a)

Nomes

Móva – Carro
Xipfalo – Porta
Búku – Livro
Mát[h]e – Água
Moya – Ar
Mulungu – Branco/Deus
Makwuavu – Irmão (ã)
Makweru – irmão (ã) – Meu/Minha
Makwenu – irmão (ã) – Seu/Sua
Nwana – Filho
Bhava – Pai
Mamani – Mãe
Ntukulu – Neto (a)
Kokwana – Avó
Mufana – Rapaz
Ntombi – Rapariga
Male – Dinheiro
Lhonguè – Cor
Xitholo – loja
Bazara– mercado
Ulombe – Açúcar/Txukela
Xibomaba – Machimbombo/Ónibus

Verbos

Os verbos no infinitivo são sempre antecedidos da palavra Ku, como acontece com To na língua inglesa.

Ex: Ku Famba – To Go.

É impossível listar todos os verbos existentes, por isso vamos deixar os básicos (se possível sem o Ku, hehehehe).

Kombela – Pedir

Nhica – Dar

Buya – Vir

Famba – Ir

Tsika – Deixar

Ku da – Comer

Yetlhela – Dormir

Pfuka – Acordar

Tsama – Sentar

Kanela – Falar

Dondza – Estudar

Pima – Medir

Pimissa – Ponderar

Teka – Levar

Sweka – Cozinhar

Tsala – Escrever

Vona – Ver

Txuvuka – Olhar

Pfula – Abrir

Pfala – Fechar

Tchova – Empurrar

Frases e Expressões Populares

Nacumbela – Estou a pedir
Nacumbela mát[h]e – Estou a pedir água
Nicombela – Peço
Nicombela Moya – Peço ar
Ni navela – Desejo…
Ni ta kuba – Vou te bater.
Bassopa – Cuidado

Uwenamane vito? – Qual é o seu nome?

Hi mina Matope – Sou o Matope

I hlikani Matope José. Ho Yine? – Boa tarde Matope José. Como está?

Hawena! = Você/tu!

Languta/Txu-huka! = Olha!

Ntukulu wa mina (em ronga) wanga – Meu neto(a).

Kaya kwanga / kaya ka mina – Minha casa.

Yamukela – Receba

Nitlanguelile – Estou grato

Ni pfuni – Ajuda-me

Mu pfuni – Ajuda-o

Suca! – Saia!

Mina naku rhandza – Eu gosto de ti

Ni navwla aku kanela na wene – Gostaria de falar contigo

Ledze a sikwembo she lerisike dzone – Pela qual Deus nos recomendou

Rhandza ma kweno ku fana ni lesweuti randzissaka shi shone – Amar ao seu próximo à sua semelhança

Ni làvà kuchava timango ni munho – Quero comprar amendoins e sal

I malè muni? – Quanto custa?

Nayala/ ani lavi – Não quero

Xá Dula – Está Caro

Nirivalele – desculpa

Mahala – Grátis

 Ka Hissa – Está quente

Nilava Wena – Quero Você

Nilava Male – Quero dinheiro

 

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A língua Changana de Gaza, Moçambique – variante da língua Tsonga

Após muitos dias sem escrever, o Coração Africano volta à programação normal (risos).

Hoje, vamos conversar um pouco sobre a Língua Tsonga, xiTsonga, chiTsonga e shiTsonga. Ela faz parte das diversas línguas existentes na África Austral.

Mapa-Africa-Austral-2

Mapa da África Austral

Na África do Sul, por exemplo, ela está na lista das mais de dez existentes no país, focada mais na província do Limpopo, próxima a Moçambique. Se olharmos no mapa, a África do Sul faz fronteira com o sul de Moçambique, então a Tsonga também é falada neste último, ao sul do rio Save. Além desses dois países citados, ela é falada em uma parte do Zimbábwe e Suazilândia.

Fronteira África do Sul, Gaza e Maputo

Mapa da fronteira entre África do Sul e Moçambique

É importante ressaltar que o português foi uma língua imposta pelo colono em Moçambique. Quando o país ainda era colônia de Portugal, foi-se determinado que nos setores da Educação, Informação, Sistema Judicial e Jurídico usassem o português para se comunicarem, mas não foi pensado como esse idioma seria recebido pelo restante da população. Em razão disso, é possível encontrar no país diferentes modos de falar o português, depende da origem do falante. A pessoa que fala Tsonga não usa o português da mesma maneira da que fala a língua Ronga ou Changana. Muitos moçambicanos, de diversas línguas, costumam transferir algum mecanismo da sua língua de origem para o português, mas jamais se deve considerar que é um erro, afinal a língua portuguesa no país não alcança a maioria das pessoas, como no Brasil, por exemplo.

Tsonga é uma língua bantu, especificamente da família soshangan. É chamada chanfana porque surgiu em Moçambique devido à chegada do rei Soshangan, um tsonga que emigrou com a sua família e uma parte da comunidade sul-africana pra o sul de Moçambique. Aí, a língua Tsonga que eles falavam foi chamada chanfana, em homenagem ao rei Soshangan. Na essência, a diferença entre tsongabe chanfana é tênue. Suas variantes são consideradas ora língua ora dialeto. Aqui, vamos falar especialmente da variante/dialeto xiChangana, falada na província de Gaza, sul do país. Ainda, na África do Sul, é muitas vezes falada apenas como Shangane ou Shangaan; há falantes pelo mundo que se referem a ela apenas como Changana. Entenda como acontecem algumas particularidades entre a Língua Tsonga e a Língua Portuguesa:

Por Revista Língua (Fevereiro/2012)

Nascer é um ato passivo 
“Eu fui nascido em 1975”

“Minha mãe nasceu três filhos”

Nenhum processo é tão saliente em Moçambique quanto a “transferência”, o uso de traços ou regras da língua nativa no idioma português, garantem estudos como os realizados por Perpétua Gonçalves, na capital Maputo.

Muitas vezes ocorre interferência real, quando o traço ou regra transferidos são estranhos ao idioma-alvo do aprendiz nativo – no caso, o português. Um falante changana diz “nós fomos nascidos nas igrejas” (= nascemos).

O ato de nascer é passivo ou ativo? “Eu nasço” implica um ato que protagonizo, mas ao mesmo tempo não sou protagonista. A lógica moçambicana raciocina o ato de nascer como algo passivo. “Fui nascido na maternidade”, “meus pais nasceram minha irmã” são frases possíveis no universo de Maputo, a capital. Em situações assim, construções passivas tornam transitivo um verbo intransitivo. Na contraparte ativa da frase, os elementos com função de sujeito (no caso, “eu” em “fui nascido…”) têm função de objeto direto.

Palavras mutantes
Pessoas que têm o tsonga ou outros idiomas bantos como línguas maternas possuem um modo muito particular de usar as palavras portuguesas. É comum ver desvios lexicais provocados pela:

# Escolha dos verbos, nomes e adjetivos: “indivíduos passageiros/viente” quando se quer dizer “indivíduos que estão de passagem”, por exemplo;

# Atribuição de novo significado a palavras, como em “chegaram as estruturas” no lugar de “chegaram os responsáveis do governo”;

# Empréstimos das línguas banto, como em “vamos ter banja” (reunião);

# formação de palavras por derivação ou composição: “de camisola nova é só estilar” (exibir-se).

Há casos em que o léxico determina o formato das estruturas sintáticas, promovendo mudanças das propriedades das palavras. É o caso de “A mulher está mais superior e o homem está em baixo” (em vez de “…é superior e o homem é inferior”).

Frases alternativas
Muitos moçambicanos têm um jeito próprio de usar o português e é comum ver a estrutura da gramática portuguesa ser transformada ou reconstruída pelo aprendiz do idioma.

Em geral, os tipos mais comuns de uso modificado da sintaxe e dos termos acionam processos como:

# Adição. Muitos moçambicanos dizem “até aqui onde que estou” em vez de “aqui onde estou”.

# Omissão. “Todas pessoas” em vez de “todas as pessoas”.

Estudiosos como Perpétua Gonçalves registram muitas regras sintáticas em Maputo distintas do português europeu e brasileiro.

Pesquisas de campo feitas desde 1998 mostram casos de seleção equivocada de categorias, com alteração do comportamento de complementos dos chamados verbos de movimento (ir, chegar, etc.). “Saí nas forças armadas” (em vez de “saí das…”).

Há registros de propriedades lexicais exóticas atribuídas a palavras e expressões, como em “eu não concordo disso” (com isso). E exemplos de seleção semântica do complemento dos verbos, como em “não consigo o novo sistema” (não me adapto ao novo sistema).

Com relativa freqüência, ocorrem alterações na categoria sintática do complemento (“tem de passar da cidade”, em vez de “…na cidade”) ou supressão de elementos da frase (“nós queremos os filhos aprendam” em lugar de “queremos que”).

Há estruturas gramaticais em que pouca gente se equivoca simplesmente porque não as usa. Evitam uma estrutura usando alternativas mais simples. É assim que muitos dispensam a construção de orações concessivas porque apelam às adversativas para falar a mesma coisa. Em vez de “embora ela fosse bonita, não tinha namorado” preferem “Ela era bonita, mas não tinha namorado”.

A preposição “com”
Por influência da língua tsonga, os pesquisadores do português em Maputo atestaram o uso desviante da preposição “com”. Nas línguas bantu, as preposições do português “por” e “com” podem ser realizadas por uma única preposição.

“Fui educado com a professora” (pela professora)

Pronúncia particular
Na fonética, há moçambicanos que entram em parafuso com a pronúncia das consoantes líquidas (“areia” vira “arreia”, reembolsar se torna “remborsar”), com a queda da vogal inicial das palavras (“agüentar” vira “güentar” e “levantar” ganha vogal, “alevantar”) e com a nasalização de diferentes vogais (“enzames” no lugar de “exames”; “anté” em vez de “até”).

Novas palavras
Assim como o brasileiro, o moçambicano é um grande produtor de novas palavras ou de derivados de termos existentes no português. É comum verificar em Moçambique verbos formados a partir de nomes. “Esquinar”, por exemplo, é sinônimo de “esperar” (nas esquinas). Há mesmo formas inexistentes no português, de pura originalidade, como “chuvistegar” em vez de “chuviscar”.

Segundo Perpétua Gonçalves, há neologismos moçambicanos formados com base em palavras e regras de formação de palavras existentes no português (neologismos de forma, semânticos e conversão) e os formados a partir de empréstimos de outras línguas, como o banto e o inglês.

Os casos mais freqüentes são os semânticos, o uso de palavras portuguesas com sentido diverso ao do europeu ou brasileiro. É o que vemos em frases como “vamos trazer de lá para cá” (levar); “não sou boa historiadora” (contadora de história); “o ensino era bem regularizado” (organizado). Há quem fale “acompanhar” em vez de “ouvir”; “tirar” no lugar de “dar”.

Um número considerável de expressões idiomáticas tomam novos significados no país. “Por enquanto” também é usado no lugar de “na verdade”. “Porquanto” é sinônimo de “realmente” e “dar parto” é o mesmo que “dar à luz”. Não é incomum ocorrer conversões de adjetivos em substantivos (“era orgulhoso um miúdo saber” no lugar de “era motivo de orgulho…”) e de advérbios em adjetivos (“é mal educação” em vez de “má educação”).

Um neologismo de forma é a criação de novas palavras a partir da aplicação de regras de formação de palavras existentes no português. Pode ocorrer por sufixação (aplicação de sufixos onde não deve), como em “emprestação” (empréstimo), “falagem” (fala) e “ajudamento” (ajuda).

Há, naturalmente, muitos empréstimos de palavras bantas. “Dumba-nengue” é o mesmo que “mercado informal” e “mussira” é um pó cosmético usado pelas mulheres macuas.

No próximo post, o Coração Africano compartilhará alguns termos em Changana.

 

Fontes:

Wikipédia

Dicionário Informal

Revista Língua

Curiosidades sobre África

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SABIAS QUE:
1. A Gâmbia tem uma universidade apenas.
2. A Guiné Equatorial é o único país de África que fala a língua espanhola.
3. A África do Sul é o país africano mais visitado.
4. Nigéria tem as pessoas negras mais ricas de África.
5. Samuel Eto’o é o jogador de futebol mais bem pago de todos os tempos, ele recebeu cerca de 350.000
Euros, por semana, na Rússia, em 2011.
6. Uma pessoa de Botswana é chamado um Mutswana, o plural é Batswana.
7. Uma pessoa do Lesoto é chamado de Musotho.
8. Uma pessoa de Niger é chamado de Nigerino ou Nigerense.
8. Uma pessoa de Burkina Faso é chamado de Burkinabe.
9. Nigéria ganhou mais campeonatos de futebol que a Inglaterra.
10. O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe é o presidente mais educado do mundo, com 7 graus,
dois deles são mestrados.
11. Al-Ahly do Egito é o clube mais rico da África.
12. Didier Drogba é o maior goleador do Chelsea em competições europeias.
13. Joanesburgo é a cidade sul africana mais visitada em África.
14. Zinedine Zidane queria jogar pela Argélia, mas o seleccionador rejeitou-o, afirmando que eles já tem
muitos jogadores sem ele na equipa.
15. O Presidente Jacob Zuma recebeu um prémio especial da FIFA para ser árbitro durante seus anos
como prisioneiro político na em ilha Robben.
16. O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, foi preso por 11 anos por lutar pela liberdade.
17. Presidente Robert Mugabe é o mais velho dos Chefes de Estados africanos e o segundo a nível do
mundo. Ele nasceu em 1924.
18. As Ilhas Seychelles têm as melhores taxas de alfabetização em África. Seychelles (92% em adultos e
99 na Juventude); Zimbabwe é segundo (Adultos: 91,2%, Juventude: 99%).
19. Ruanda é um país melhor para igualdade de género do que a Inglaterra e os EUA.
20. Somália teve seu primeiro ATM em 07 de Outubro de 2014.
21. África do Sul tem o maior número de vencedores do Grammy em África.
22. A Etiópia tem o maior número de aeroportos em África.
23. A economia da Etiópia tem um crescimento mais rápido do que a da China.
24. O Presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, é o Presidente menos rico de África.
25. A Etiópia é o mais antigo país independente de África. Ficou mais de 3.000 anos sem ser colonizado.
26. Haile Selassie 1 foi o Imperador número 225 e o último da Etiópia.
27. Nigéria tem a maioria das monarquias do mundo.
28. Angola tem mais falantes de Português do que Portugal.
29. Presidente José Eduardo dos Santos governa Angola desde 1979.
30. Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é mais antigo Chefe de Estado da África. Ele governa a
Guiné Equatorial desde 3 de agosto de 1979, quando ele derrubou seu tio, Francisco Nguema. Seu filho,
Teodoro Nguema Obiang Mangue é o seu vice-presidente e vai sucedê-lo, se ele
se Demitir.
31. George Weah da Libéria é o primeiro homem a vencer o título de Melhor futebolista do Mundo, da
Europa e de África no mesmo ano.
32. A Suazilândia é a única monarquia absoluta que ainda resta no mundo.
33. A Gâmbia é o menor país da África seguido de Suazilândia.
34. Rei Sobhuza II foi o que mais tempo dirigiu a Suazilândia, reinando durante 62 anos. Ele foi coroado
em 1921 e morreu em Agosto de 1982, com 83 anos de idade.
34. Rei Sobhuza II da Suazilândia casou-se com 70 mulheres, que lhe deram 210 filhos entre 1920 e
1970.

O que comer no Zimbabwe?

Para começarmos, vamos encontrar o Zimbabwe no mapa. Pois bem, ele está na África Austral, lá pros lados o Oceano Índico. Suas fronteiras se encontram com Zâmbia, Moçambique, África do Sul e com Botswana. A cultura do país é muito rica e diversificada. Aliás, qual país africano não apresenta riqueza cultural, né?

Mapa do Zimbabwe

A culinária do Zimbabwe, aquela típica mesmo, pode ser mais encontrada na capital, Harare. O país foi colonizado pelo Reino Unido, portanto a gastronomia foi bastante influenciada pelo colonizador e também pode ser encontrada herança da culinária britânica no menu zimbabuano. O encontro delas, somando a culinária africana, resultou no que o país oferece hoje em seu cardápio Os pratos principais são o sadza (tipo de um mingal de milho) e o nyama (um tipo de carne). Na parte das bebidas, o foco fica para o chibuku. Por terem o solo muito fértil, beneficiando-se da agropecuária, as fibras são bastante usadas, a farinha de milho, manteiga de amendoim, leite e margarina. Além disso, se alimentam com muitos legumes e verduras.

Prato principal do Zimbabwe Prato típico zimbabuano

Sadza Sadza

Sadza 2 Sadza

Nyama Nyama

Nyama 2 Nyama

Chibuku Chibuku 

Chibuku 2 Chibuku

Tem um prato que é típico do café da manhã, chamado “bota”, uma mistura parecida a um mingau. Já para o almoço e jantar, costuma-se ter sadza, com macarrão, legumes frescos ou secos, feijão ou carne. O sadza também é consumido com leite coalhado, chamado de lacto ou mukaka wakakora. Nas festas dos zimbabuanos é normal servirem uma mistura de arroz de frango com salada de repolho. Humm! Deu água na boca só de imaginar. Em casamentos e celebrações familiares, a presença do churrasco de carne bovina ou de cordeiro é indispensável. Olha o churras aí sendo apreciado pelo mundo praticamente.

Bota.jpeg Bota

Bota 2 Bota

LEITE, LACTO OU MUKAKA WAKAKORA Lacto

Nos restaurantes, os clientes sempre são mimados com músicas e apresentações de percussão africana. Imaginem a delícia que deve ser ir a algum restaurante zimbabuano?

Alguns pratos típicos:

Sadza: é um tipo de purê de milho ou arroz. Para comer esse prato não se usa talher. O mingau é acompanhado de legumes.

Porridge: é o mesmo tipo de mingau do Sadza, mas na versão doce. É comido no café da manhã.

Mapone Worm: é uma carne de lagarta, que é muito servida em festas.

Matembo: é um tipo de peixe cru ao molho.

Uma pergunta que não quer calar: será que conseguiríamos fazer um prato típico zimbabuano aqui no Brasil? Estou cheia de vontade!

 

 

Fontes:

Ache Artigos

Grupo Escolar

O Vodum no Benim

Olá, amigos! Depois de alguns dias de descanso, o Coração Africano volta para começar 2016 com o pé direito.

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O primeiro post do ano vai ser sobre o Vodum, religião tradicional no Benim. As suas raízes são de origem Ewe-Fon do Benim. Além dessa tradição há as que são relacionadas a ela pelo mundo todo. Nessa lista de religiões relacionadas ao vodum está o candomblé brasileiro, o vodu haitiano, a santería cubana, o vudu da Luisiania, entre outras. Aqui no Brasil, o Vodum chegou por meio das pessoas que foram trazidas para cá para serem escravizadas. Elas chegaram até o século XIX e a religião é um ancestral direto do Candomblé do Brasil, especialmente o chamado Candomblé Jeje, que tem referência na cultura Fon.

O Vodum é a principal religião no Benim. Do mesmo jeito que aqui no Brasil as pessoas têm como base para a vida o Cristianismo, os povos de lá têm o Vodum. Essa religião só foi reconhecida no Benim em 1992 e, em razão desse reconhecimento, nasceu o Dia Nacional das Religiões Nativas do Benim, um feriado comemorado todo ida 10 de janeiro por várias cidades do país. Neste dia, as pessoas focam na divulgação das religiões nativas do Benim, ainda serve para as pessoas mostrarem os diversos rituais das suas religiões. Algumas das atividades são apresentadas a turistas estrangeiros; outras, apenas para quem faz parte da religião.

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Infelizmente, por causa de algumas maneiras que as pessoas julgam qualquer coisa que o outro faz na vida, o Vodum foi muito criticado. Em Hollywood, por exemplo, chegou a ser relacionado a rituais satânicos. Aqui no Brasil, há pessoas que falam que o vodum são bonecos para fazer o mal. Alguém faz um boneco da pessoa que quer atingir e usa agulhas para espetá-lo e prejudicar a quem deseja. Essas atitudes acabaram fazendo com que as pessoas criassem preconceito sobre a religião mesmo antes de saber algo dela por meio de leituras, por exemplo.

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Os espíritos voduns centram-se na governança espiritual da Terra, eles são como intercessores entre os encarnados e desencarnados, como os santos na Igreja Católica. Fazem o papel de ponte entre as pessoas que estão na Terra com a espiritualidade. Os adeptos à religião têm como prática o contato com seus ancestrais por meio de cultos, eles acreditam que mortos e vivos vivem lado a lado. Cada família de espíritos tem o seu próprio sacerdócio feminino, às vezes hereditário, quando é de mãe para filha de sangue. Há diferentes padrões de culto da religião com vários dialetos, deuses, práticas, canções e rituais. A religião reconhece um deus com muitos ajudantes chamados de voduns, por isso o nome da religião é vodum e a referência aos espíritos também recebe o mesmo nome. O Vodum acredita num Criador único, chamado diversas vezes Mawu ou Nanã Buruku, é um ser andrógino que, segundo a tradição, gerou sete filhos, dando a cada um deles o domínio sobre algum aspecto da natureza. O criador encarna um princípio dual no qual Mawu e Lisa (a lua e o sol) são, respectivamente, os aspectos feminino e masculino, muitas vezes retratados como os filhos gêmeos do criador.

 

 

Fontes:

Wikipedia 

Wikipedia Vodum

 

 

 

Estatística 2015 do Coração Africano

Queridos leitores, responsabilizo vocês por esses resultados. Muito obrigada pelas visitas, pelas aprovações (e talvez reprovações). Cada comentário é um aprendizado pra mim e uma direção pra saber se estou no caminho. Aliás, quando quiserem fazer alguma sugestão, podem mandar e-mail coracaoafricano2532014@gmail.com

E a maneira que vou retribuir é continuar me dedicando a este projeto que amo tanto, o nosso Coração Africano.

 

Beijos

Gláucia Quênia

Here’s an excerpt:

A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 7,400 times in 2015. If it were a NYC subway train, it would take about 6 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Boas Festas

Olá, eu, Gláucia Quênia, venho desejar a todos um Feliz Natal e que 2016 seja repleto de muitas conquistas, realizações, sucesso e muita saúde para nós.

O Coração Africano ficará de férias até o dia 11 de janeiro cheio de energia boa para postar bastante sobre a cultura africana.

 

Boas Festas!

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